Myrella

A Michelle hoje conta a história da Myrella e o drama de ver seu bebê passar pela ENTEROCOLITE NECROSANTE.

“Minha bolsa se rompeu com 30 semanas de gestação, fui internada, mas o ultrassom mostrou que estava tudo bem com minha filha, apesar de ter perdido boa parte do líquido amniótico, no dia seguinte tornaram a fazer outro ultrassom eu já não tinha praticamente quase nada de líquido…. As contrações vindo sempre os médicos me deram remédio durante 48 horas para poder amadurecer os pulmões de minha filha. Cerca de três dias depois, comecei a ter dores de contrações horríveis e também a ter dilatação. A médica disse que nunca havia visto uma evolução tão rápida de parto prematuro como o meu.

Myrella nasceu de 31 semanas, pesando 1,540kg e respirando bem. Horas depois finalmente pude visitar minha bebezinha na UTI Neonatal, tão pequenininha, eu não podia nem a segurar. Tudo que eu queria era que ela ganhasse peso para podermos ir para a casa. Mas ao invés disso, veio a notícia de que Myrella estava em dieta zero e os médicos iriam iniciar tratamento com antibiótico pois seu estomago estava muito distendido. Os médicos faziam dois Raio X por dia e a barriga dela continuava distendida. O médico me informou que a Myrella estava com uma doença chamada ENTEROCOLITE NECROSANTE. Uma sonda foi colocada para que pudessem observar a cor do líquido dentro de seu estomago, uma cor verde forte. Myrella estava estável, eu só rezava para que melhorasse. Pergunte para a médica se minha filha corria algum risco e quando ela respondeu que todos os bebês da UTI neonatal correm risco, eu me desesperei. Essa mesma médica me disse no dia seguinte que estava fazendo estímulos para Myrella evacuar, mas sem sucesso. Se ela não evacuasse até o dia seguinte, teriam que operá-la para retirar parte de seu intestino. Entreguei minha filha nas mãos de Deus e orei muito para que ela evacuasse. Algumas horas depois minhas preces foram atendidas e Myrella evacuou muito. Ela passou mais 14 dias no antibiótico e depois iniciou vagarosamente a dieta com leite materno. Ela melhorava aos poucos, mas não ganhava peso. Myrella atingiu o peso para alta um dia antes do seu primeiro ‘mesversário’. Hoje ela tem três meses e sou muito grata pela sua vida.”

Ajude o Instituto PGG a trazer o Dr Ravi Patel para falar sobre prevenção de ECN no Brasil, DOE!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.